sábado, 26 de fevereiro de 2011

O único, impossível.

Tento pular da ponte, ele me puxa.
Bebo todos os remédios e amarro pedras às minhas pernas,
Ele se joga atrás de mim, por fim me salva.
Faço mudanças, peço que me compre um elefante, ele ri e me
Entrega um frágil, feito de marfim.
Acordá-me todos os dias pra realidade, me proíbe de sonhar.
O que diz são palavras, o que me obriga a escutar são respostas.
Escuta com atenção meus relatos, pensativo e bonito.
Ele tem olhos negros.
E durante todas as noites, se aperta em meu corpo, cheira meu cheiro,
Lambe seus lábios e me beija.
Durante todas as nossas noites, ele me obriga a aceitá-lo. Me ínsita a amá-lo.
E durante mais algumas noites procura em nossas dobras, nos nossos travesseiros,
As perguntas que nunca lhe fiz.

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